O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta quinta-feira que o caso das viagens oferecidas pela petrolífera Galp a governantes portugueses, para se deslocarem ao Europeu de futebol, não é bom para a política por permitir suspeições.

"Tudo o que possa permitir uma suspeição do relacionamento entre poder económico e poder político não é bom. Não é bom para o poder político, não é bom para a política e não é bom para a visão que as pessoas têm dos políticos", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas em São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.

"Uma das razões porque não é bom é que imediatamente cria impedimento legal de quem tem de intervir em processos em que estejam envolvidos entidades que, de alguma maneira, tiveram um gesto, que possa vir a ser encarado como gerando suspeição", frisou, numa alusão às viagens oferecidas ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade.

No entanto, o Presidente da República lembrou que o Ministério Público está a examinar o caso, recusando mais declarações.

Os secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, da Indústria, João Vasconcelos, e da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, aceitaram convites da Galp para assistir a jogos da seleção nacional no campeonato europeu de futebol que se realizou em França.