Uma das imagens de marca de Nova Iorque, os táxis amarelos, pode estar em perigo. Os carros Uber, um serviço de boleias pagas pedido através de uma aplicação para smartphones, já ultrapassam em número os táxis que percorrem a cidade há décadas.

De acordo com a Comissão de Táxis de Nova Iorque, atualmente existem 14 088 carros Uber e apenas 13 587 táxis.

Uma mudança de cenário que não significa, no entanto, o fim do serviço de táxis na capital dos Estados Unidos.

A diferença nos números justifica-se pelo facto de muitos condutores da Uber utilizarem os carros pessoais para os serviços e de trabalharem menos de 40 horas por semana. A grande maioria dos táxis, como são propriedade de empresas, têm vários condutores e circulam 24 horas por dia.

A Uber chegou a Nova Iorque em 2011 e ganhou popularidade especialmente entre os adeptos das novas tecnologias. Os carros podem ser chamados através de uma aplicação que mostra a localização do veículo, a marca, o modelo e a matrícula, enviando até uma fotografia do motorista.

Mamadou Diallo, taxista em Nova Iorque, lamenta a entrada da Uber e de outros serviços de motoristas privados na cidade. Mamadou garante que as suas receitas já caíram cerca e 40%: «É uma selva. Os peixes grandes comem sempre os mais pequenos».

A Portugal, a Uber chegou em 2014. Rui Bento, responsável pela empresa em território nacional, defende que este sistema «é o mais simples para viajar na cidade. O GPS deteta a localização do utilizador para que o motorista saiba exatamente onde o ir buscar e quanto tempo levará a chegar».

Outra das vantagens do serviço é o facto de não utilizar dinheiro vivo como forma de pagamento. O valor do percurso é debitado no cartão de crédito do passageiro, previamente registado na aplicação, no momento em que chega ao destino.

A segurança também é um ponto forte da Uber. Para além do utilizador receber a fotografia do motorista e saber a marca, o modelo e a matrícula do veículo, pode durante a viagem partilhar a localização com os amigos.