A economia norte-americana criou 195 mil empregos em junho, mais do que o previsto, enquanto a taxa de desemprego se manteve inalterada em 7,6%, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho.

O país criou mais 195 mil empregos do que os que destruiu em junho, indicou o ministério, quando a previsão dos analistas apontava para uma criação líquida de 166 mil empregos e uma taxa de desemprego estabilizada em 7,6%.

No mês de maio, a criação de emprego foi revista em alta para 195 mil empregos em vez de uma primeira estimativa de 175 mil, precisa o relatório mensal do Governo sobre a situação do emprego nos Estados Unidos. A criação de emprego no mês de abril também foi revista em alta ao passar de uma estimativa de 149 mil para 199 mil empregos.

«Durante os últimos 12 meses, a criação de emprego cifrou-se em média em 182 mil por mês», indicou Erica Groshen, uma responsável do gabinete de estatísticas do departamento do Trabalho.

Em relação à taxa de desemprego, o ministério precisa num comunicado que esta se manteve inalterada em cerca de 11,8 milhões de pessoas.

Os novos empregos foram criados sobretudo nos setores do lazer e hotelaria (75 mil), no dos serviços às empresas (53 mil), comércio a retalho (37 mil), saúde (20 mil) e serviços financeiros (17 mil).

A população ativa aumentou ligeiramente em junho, ao passar para 63,5%, contra 63,4% em maio.

O Governo federal continuou a reduzir efetivos, com uma supressão de 5 mil empregos em junho e de um total de 65 mil nos últimos doze meses.

A duração média do horário de trabalho por semana manteve-se inalterada em 34,5 horas, enquanto o salário médio por hora aumentou 10 cêntimos para 24,01 dólares.

Nos últimos 12 meses, o salário por hora aumentou 51 cêntimos de dólares ou 2,2%.