As cadeias de lojas "Walmart" e "Sears" e o site "eBay" decidiram banir a venda de quaisquer produtos relacionados com a bandeira da Confederação sulista americana, um símbolo largamente associado à supremacia branca e ao racismo.

A polémica em torno da bandeira usada pelos Estados do sul norte-americanos na altura da Guerra Civil reacendeu-se na semana passada, depois do homicídio de nove pessoas afro-americanas numa igreja em Charleston, no Estado da Carolina do Norte, por um homem caucasiano que pretendia começar uma “guerra racial”. Fotografias do atirador confesso com a bandeira vieram a público depois do ataque, o que reacendeu a polémica entre a população. Defendem que a bandeira é um símbolo do racismo e da altura da escravidão e exigem que seja retirada do edifício do governo estadual.

                       
                                                        Bandeira da Confederação (arquivo)

A decisão das marcas em retirar os produtos relacionados surge como uma clara demonstração de apoio a esta causa. Desde segunda-feira que o "Walmart" e o "eBay" começaram a banir a venda das bandeiras e outros objetos como pins, cintos, t-shirts, etc., que tenham a sua imagem estampada.
 

“Nunca queremos ofender ninguém com os produtos que vendemos. Estamos a tomar medidas para remover todos os itens que tenham a bandeira da Confederação das nossas lojas e website”, disse o porta-voz do Walmart, Brian Nick, à CNN.

 
Já Johnna Hoff, porta-voz do eBay, vai mais longe e diz que a bandeira se “tornou um símbolo de divisão e racismo”, e por isso o site passa a banir a bandeira e “muitos outros items que contenham a sua imagem”.

A corporação “Sears”, que detém as lojas com o mesmo nome e as “Kmart”, passa apenas a banir a sua venda pelos utilizadores no seu website, uma vez que já não vende estes items normalmente nas suas lojas.

Entretanto, também a empresa "Valley Forge Flag", que produz bandeiras norte-americanas desde 1882, anunciou que vai deixar de produzir e vender este símbolo da Confederação, avançou a agência Reuters.

Por sua vez, quem está a ganhar com toda a polémica é o site da Amazon, que não proibiu a bandeira polémica e viu as vendas destes produtos subir 3.000%, segundo o “Business Insider”.