Cientistas austríacos querem levar a realidade virtual ao próximo nível. A ideia é tirar os jogadores do sofá e pô-los a andar ou a correr - literalmente! - enquanto viajam pelos seus mundos virtuais. Mas, mais do que para jogos, os inventores do «Virtualizador» garantem que o seu sistema também pode ajudar vítimas de AVC, por exemplo, a voltar a andar. Não é um jogo, é a vida real.

Tuncay Cakmak, estudante na Universidade Técnica de Viena e criador do «Virtualizador» entra no aparelho. Este estudante de doutoramento garante que o «Virtualizador» leva a realidade virtual a outro nível de sofisticação. Basicamente trata-se de uma pequena estrutura metálica, em círculo, com cintos que saem de colunas, e um disco na base - um chão escorregadio. E assim que põe o capacete Occulus Rift e carrega no ON, Tuncay está pronto para correr...

«É como aprender a usar um novo comando. Esquecemo-nos completamente de que estamos no dispositivo. Ou seja, o cérebro desliga-se da realidade, que é exatamente o que pretendemos, e toma o mundo virtual, onde me encontro, como real», explica Tuncay Cakmak.

A base de baixa fricção permite que os utilizadores usem umas vulgares peúgas enquanto correm e caminham em qualquer direção, e saltar, ou agachar-se, sem o enjoo que frequentemente se associa a outros jogos de realidade virtual.

«O computador assume que o «Virtualizador» funciona como um teclado ou um comando: é só mais um controlador. Portanto pode usar-se o «Virtualizador» com qualquer jogo que já exista, que já se possa jogar com um teclado ou com um comando. O «Virtualizador» não precisa de nenhum software especial«, diz Cakmak.

O Virtualizador funciona com vários dos capacetes existentes no mercado... E a tecnologia não se limita aos jogos, garante outro dos criadores do dispositivo.

«Pode fazer-se turismo virtual, ver as vistas, explorar novos e maravilhosos mundos. E também é ótimo, por exemplo, para fins médicos, para reabilitação. Vítimas de acidente, pessoas que sofreram AVC podem treinar a sua locomoção. É estimulante, voltar a caminhar através de mundos imaginários», refere Hannes Kaufmann, professor na Universidade Técnica de Viena e criador do «Virtualizador».

Esta dupla espera ver o seu sistema comercializado até ao fim do ano. E querem que se torne tão comum nas nossas casas como uma televisão, ou um computador. A passadas seguras, seja qual for o caminho.

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