Quando caçam, os falcões raramente voam direitos ao alvo. É que a presa também não fica quieta, e também não foge a direito. Estudos recentes mostram que as aves de rapina manobram exatamente como o piloto de um caça, e tentam manter o alvo no centro da sua linha de visão para garantir os melhores resultados. Que é como quem diz, «Locked on».

Algures na Bélgica um corvo está a voar pela sua própria vida... enquanto um par de falcões entra a matar.

A perseguição foi gravada em vídeo com uma pequena câmara montada na cabeça de um dos falcões. E em questão de segundos, o corvo é apanhado em pleno voo, e arrastado para o chão.

A câmara-falcão faz parte de uma investigação conduzida nos Estados Unidos por Suzanne Amador Kane. A ideia era conseguir entender um pouco melhor a enorme eficácia destes predadores. E para isso teve a colaboração de falcoeiros em todo o mundo, que aceitaram montar pequenas câmaras de vídeo na cabeça e no dorso das suas aves de rapina para que se pudessem registar os seus comportamentos durante cada caçada.

Suzanne Kane estudou depois cada um desses vídeos, com simulações e reconstituições por computador, à procura das estratégias de voo seguidas pelos falcões. E o que descobriu foi que, na maior parte dos casos, os falcões usam técnicas semelhantes às dos pilotos de aviões de combate. Em vez de atacarem em linha reta, desperdiçando energia, as aves adaptam o seu padrão de voo de maneira a manter sempre o alvo no centro da sua visão panorâmica, antes de o intercetarem em pleno voo. Por assim dizer, «fixam o alvo», e mergulham.

A investigadora garante que é a estratégia ideal. Quando um falcão decide atacar, é como se a sua presa tivesse os dias contados.

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