A segunda Super Lua deste ano, e a mais expressiva, ocorre neste domingo, dia, ou melhor, noite, em que o satélite natural da Terra estará próximo do horizonte e, por isso, aparentemente maior, informou o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

A Super Lua de domingo é, das três de 2014, a mais propícia para ser observada, porque os instantes do perigeu (ponto da órbita da Lua que fica mais próximo da Terra) e da Lua Cheia «estão apenas desfasados de 26 minutos» e «são próximos do instante do nascimento» da Lua, indica o OAL no seu portal.

No domingo, a Lua estará no perigeu às 18:43 (hora de Lisboa) e em fase de Lua Cheia às 19:09. A Lua nasce às 20:16. No perigeu lunar, o satélite natural estará a 356.895 quilómetros da Terra.

Ao olhar humano, a Lua, por estar próxima do horizonte, parece maior, pura ilusão.

«Estando a Lua próxima do horizonte, ocorre um efeito extra de ampliação, mas que é apenas uma ilusão produzida por razões ainda não totalmente compreendidas pelos astrónomos e psicólogos», refere o OAL.

Comparativamente à primeira Super Lua do ano, de 12 de julho, e à última, a de 9 de setembro, a de domingo é mais expressiva, por a Lua atingir a distância mínima da Terra em fase de Lua Cheia.

A distância média entre a Terra e a Lua é de 384.400 quilómetros e, no perigeu, é, em média, de 363.100 quilómetros.

A Super Lua acontece pelo menos uma vez por ano, sempre em fase de Lua Cheia e quando a diferença entre os seus instantes e os do perigeu é menor do que um dia e oito horas.

Devido à variação da distância Lua-Terra no perigeu, nem todas as Super Luas têm o mesmo tamanho aparente e brilho, lembra o OAL.

Para assinalar o fenómeno, o Planetário Calouste Gulbenkian, em Lisboa, promove no domingo à noite uma sessão de 30 minutos, seguida de observação exterior, com binóculos e telescópio. A iniciativa tem entrada livre.