A associação norte-americana de software ESA, que representa mais de 24 mil empresas e associados, revelou que 59% dos cidadãos dos EUA jogam videojogos regularmente.

Para acabar de vez com os preconceitos relativamente aos videojogos mostramos-lhe alguns dados curiosos sobre esta tendência que gera milhões de dólares em todo o mundo.

Há pelo menos dois jogadores em cada casa dos EUA. Em média, em mais de metade das casas há uma consola de jogos. Sendo que nas outras há computadores e telemóveis, cada vez mais usados para jogar.

Não estamos a falar de crianças ou adolescentes. A idade média dos jogadores é 31 anos. No Reino Unido são ainda mais velhos, têm em média 35 anos. Os números parecem ser muito semelhantes no sul da Europa, incluindo Portugal. Na verdade, 62% dos jogadores são adultos.

E também não é exclusivo para homens. Curiosamente, tanto jogam «eles» como «elas». O universo é mais masculino na Europa, mas não há uma diferença gritante.

Cerca de 44% dos jogadores dão valor ao dinheiro gasto num videojogo que num DVD, disco, ou num bilhete para o cinema.

Na verdade, são coisas que os jogadores fazem cada vez menos (ver televisão, ir ao cinema, até ver filmes em casa). Os videojogos, que já valiam o dobro das receitas de Hollywood, estão também a fazer mossa no mercado televisivo.

Os jogadores também não são uns tristes solitários trancados nos seus quartos. Jogar é uma atividade social e 62% dos jogadores jogam com outras pessoas, cara-a-cara ou online. E isso inclui com muita frequência a própria família.

Os pais consideram, inclusivamente, que os jogos fazem bem aos seus filhos. Destes , 62% acreditam que jogar pode ser «educativo» e «mentalmente estimulante». Há ainda 58% que acham os jogos uma ajuda no reforço dos laços de amizade com outras pessoas e 55% acreditam que os jogos ajudam as famílias a passar mais tempo juntas.

Na prática, 58% jogam com os filhos pelo menos uma vez por mês.

Tudo isto vale dinheiro, muito dinheiro. Já não é um «nicho». Em todo o mundo, cada jogador gasta, em média, 100 dólares por ano (basicamente, compra um ou dois jogos).

No ano passado, só os norte-americanos gastaram 21 mil e 500 milhões de dólares em videojogos, entre os jogos propriamente ditos, hardware de base e acessórios.

É também um negócio cada vez menos físico. As vendas online em 2013 superaram pela primeira vez os suportes físicos, os discos, os cartuchos e os cartões propriamente ditos.

Em 2013, a consultora Gartner garantia que em todo o mundo este mercado já valia qualquer coisa como 93 mil milhões. A estimativa apontava para os 111 mil milhões este ano.