A Agência Espacial Europeia (ESA) vai levar para o espaço nitreto de gálio, num circuito electrónico criado pela Universidade de Aveiro (UA), que pode revolucionar o mundo das telecomunicações via satélite, anunciou esta quarta-feira fonte académica à Lusa.

O coordenador da equipa que desde 2008 prepara a experiência espacial da ESA com nitreto de gálio, diz que, face aos testes realizados em laboratório, «tudo indica que aquele semicondutor tem mesmo condições para substituir a atual tecnologia utilizada pelos satélites, para enviar informações» para a Terra.

O consórcio europeu para a exploração espacial vai testar se os transístores são imunes à radiação cósmica e vai igualmente verificar se mantêm a energia necessária para substituir os grandes e pesados amplificadores de potência, hoje em dia utilizados pelos satélites que transmitirem sinais para terra.

Caso os testes no espaço sejam satisfatórios, o nitreto de gálio irá «disponibilizar serviços de comunicações, quer de dados, quer de áudio, a um preço muito mais baixo», além de aumentar a eficiência e diminui o impacte ambiental.

O circuito electrónico da UA vai ser lançado para o espaço já na próxima quinta-feira, pelas 20:00, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa.