Investigadores anunciaram hoje ter descoberto quatro novos repelentes de mosquitos para suceder ao DEET, um composto cujas origens remontam à II Guerra Mundial.

O DEET (benzamida) foi introduzido pelo Exército dos Estados Unidos em 1946, depois de as tropas estacionadas no Pacífico serem atingidas pela malária e outras doenças transmitidas por mosquitos.

Mantém-se como o principal repelente de insetos usado hoje em dia, mas com muitas limitações porque tem de ser aplicado frequentemente e é caro, o que o afasta do combate à doença em regiões onde a malária é endémica.

Também dissolve alguns tipos de plástico, tecidos sintéticos e pinturas superficiais.

Mais preocupante, há algumas evidências de que as moscas e mosquitos estão a desenvolver resistência à substância.

Após experiências, cientistas na Universidade da Califórnia, em Riverside, desenvolveram quatro alternativas que podem colocar na reforma o DEET, após 67 anos ao serviço.

«Os candidatos contêm químicos que não dissolvem o plástico, são mais acessíveis e cheiram ligeiramente a uvas, sendo três considerados seguros na comida humana», afirma-se no estudo publicado hoje na revista Nature.