As cores do arco-íris, imagens pornográficas e mensagens relacionadas com movimentos gay encheram esta semana várias contas de Twitter ligadas ao Estado Islâmico. O ataque informático foi conduzido pelo grupo de "hacktivistas" Anonymous, que intensificou a luta contra o grupo terrorista após o massacre em Orlando

Eu fi-lo pelas vidas que se perderam em Orlando”, explicou ao site Newsweek WauchulaGhost, como é conhecido no Twitter, um dos hackers com ligações do aos Anonymous que invadiu as contas do ISIS. “A perda de vidas inocentes não será tolerada”.

Depois do ataque perpetrado pelo norte-americano de origem afegã Omar Mateen numa discoteca gay, na madrugada de domingo, que causou 49 mortos e 53 feridos, WauchulaGhost substituiu publicações de propaganda do grupo extremista por imagens de bandeiras com o arco-íris e outras mensagens ligadas à comunidade LGBT.

O nosso objetivo não é ofender os muçulmanos. As nossas ações dirigem-se aos jihadistas extremistas. Muitos de nós [Anonymous] são muçulmanos e respeitamos todas as religiões que não tirem a vida a inocentes".

 

O Estado Islâmico tem utilizado precisamente as redes sociais para recrutar e difundir as suas ideologias. O Twitter afirma ter eliminado, desde o ano passado, mais de 125 mil perfis que promoviam o extremismo.

O tiroteio deste domingo, reivindicado pelo Estado Islâmico, foi já considerado o pior da história do país. 

As vítimas já foram identificadas. Os sobreviventes da tragédia fazem relatos emocionantes do que se passou dentro da discoteca.