O projeto Socientize, promovido pela Comissão Europeia, é apresentado esta quarta-feira em Coimbra. O objetivo desta iniciativa é promover a participação de cidadãos em projetos de investigação científica.

A iniciativa, que tem como promotores nacionais a Universidade de Coimbra (UC) e o Museu da Ciência da UC, começou há «cerca de um ano» e pretende «estabelecer uma linha de ação para a ciência cidadã na Europa», explicou Rui Brito, um dos coordenadores nacionais, explicando que a União Europeia tem «interesse» em que o cidadão comum possa participar na «criação da ciência».

No Socientize, qualquer pessoa pode ajudar a analisar imagens de células que poderão ajudar ao tratamento de doenças como Alzheimer e cancro ou criar mapas de variação de temperatura em cidades, entre outros projetos de investigação disponíveis.

A iniciativa tira «os cientistas do seu pedestal de marfim e aproxima-os» da sociedade, querendo transformar cidadãos em «agentes ativos da criação científica», o que leva a que projetos de investigação possam ser executados de «forma mais eficiente e mais rapidamente», revela Rui Brito.

O diretor do Museu da Ciência informou também que, em breve, em Portugal, será possível aos cidadãos colaborarem com a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) na identificação de antimatéria, um tema que poderá «cativar o interesse das pessoas».

Um dos públicos-alvo são os estudantes do ensino secundário, de forma a tentar «cativar» esses mesmos alunos à formação científica, havendo um concurso nacional lançado às escolas secundárias, com prémios coletivos e individuais.

O projeto conta ainda com a parceria da Universidade Federal da Campina Grande, do Brasil, do Centro para a Inovação Social, da Áustria, da Universidade de Saragoça e da associação de empresas de tecnologia de informação Tecnara, de Espanha.