O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) considerou que os resultados da avaliação às unidades de investigação «colocam em causa o futuro dos centros», que defende ser indispensáveis para o trabalho científico e o «desenvolvimento das regiões».

Num curto comunicado, o CCISP diz que os resultados «colocam em causa o futuro» das unidades de investigação, «indispensáveis ao cumprimento da missão das instituições e à prossecução do importante trabalho que desenvolvem em prol da ciência, do ensino superior e do desenvolvimento das regiões».

A nota do CCISP surge depois de algumas instituições terem contestado a avaliação, apontando irregularidades.

Os resultados em causa, divulgados em finais de junho pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, entidade pública que subsidia a investigação científica, referem-se à primeira fase da avaliação das unidades de investigação, incluindo laboratórios associados.

De um total de 322 unidades que se candidataram, em 2013, a fundos públicos, 71 não vão receber qualquer financiamento, uma vez que tiveram uma nota inferior a «bom».

As restantes - 251 - têm um financiamento base garantido, entre 5.000 e 400.000 euros anuais, sendo que 168 passaram à segunda fase, que termina em dezembro, podendo ter um financiamento estratégico suplementar, sem teto máximo fixado, se tiveram classificação superior a «bom», ou seja, «excecional», «excelente» ou «muito bom».

As instituições podem contestar os resultados da primeira fase da avaliação, na audiência prévia, que termina na sexta-feira.

Algumas unidades lesadas, que prometeram recorrer à audiência prévia, têm criticado o processo de avaliação.