O Presidente turco, Abdullah Gul, rejeitou esta sexta-feira através do Twitter o bloqueio daquela rede social no país, decretado pelo primeiro-ministro e em vigor desde a meia-noite.

«Não estou de acordo com o bloqueio das redes sociais», escreveu o chefe de Estado numa mensagem difundida precisamente através do Twitter.

«Além do mais, já foi demonstrado várias vezes que nem sequer é tecnicamente possível bloquear as plataformas como o Twitter, que são utilizadas em todo o mundo», acrescentou o Presidente, demonstrando que o bloqueio anunciado pelo primeiro-ministro não está a afetar a conta que ele próprio mantém na rede social.

«Espero que esta situação não continue», concluiu o Presidente turco que, mais uma vez, contradiz uma posição do antigo aliado, o chefe do Governo, Recep Tayyip Erdogan.

A Direção de Telecomunicações da Turquia bloqueou na quinta-feira o acesso à rede social Twitter, horas depois de o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, ter prometido num comício eleitoral «erradicar» este meio social, noticiou a agência Efe.

O bloqueio efetivou-se perto da meia-noite local (22:00 em Lisboa), comprovou a agência noticiosa espanhola.

A situação foi, segundo a agência Efe, comentada de imediato no Twitter, onde se criou a hashtag (palavra-chave utilizada como identificação de uma situação nas redes sociais, precedida do uso do símbolo #) #TwitterisblockedinTurkey (#oTwitterestábloqueadonaTurquia, no equivalente português).

Apenas a utilização de ferramentas informáticas que concedessem anonimato à origem da ligação à Internet permitiram furar o bloqueio imposto pelas autoridades turcas.

Antes já, o Twitter tinha revelado que estava a apurar a possibilidade do seu serviço ter sido banido na Turquia.