«É um presente absolutamente extraordinário. Provavelmente a melhor coisa que se pode fazer por uma filha», afirmou Henrik Hagberg, investigador no King’s College London.

O primeiro bebé nasceu com cerca de dois quilos e quinhentas gramas, da sua mãe de 29 anos, que recorreu ao transplante por ter nascido sem útero.

A segunda criança veio ao mundo com quase dois quilos e setecentas gramas, de uma mãe com 34 anos que retirou o útero com cerca de 20 anos devido a um cancro.

A boa nova foi anunciada pelo médico Mats Brannstrom, o Chefe da Equipa de Transplante responsável pelo nascimento de Vincent, o primeiro bebé nascido de um útero transplantado há três meses atrás.

«No futuro, não será problema arranjar um doador, não como um rim, coração, ou fígado», afirmou Brannstrom.

No caso da mãe de Vincent, que nasceu sem útero, mas com os ovários intactos, o transplante chegou de uma amiga da família já na menopausa, com 61 anos.

Estes nascimentos vêm dar esperança a milhares de pessoas em todo o mundo, que não podem ter filhos por terem nascido sem útero, ou por terem sido obrigadas a removê-lo.