Em risco de extinção e cada vez mais desprotegidas, cerca de 300 tartarugas-oliva (Lepidochelys olivacea) foram apanhadas mortas, enleadas nas redes de pescadores do estado mexicano de Oaxaca, banhado pelo oceano Pacífico, no sul do México.

O caso recente fez tocar os alarmes, já que, alguns dias antes, no vizinho estado de Chiapas, outras 102 tartarugas da mesma espécie foram encontradas mortas.

Segundo a página na internet da britânica BBC, as autoridades mexicanas estão a investigar as misteriosas mortes das tartarugas, cuja captura, o país proibiu, aplicando penas severas, desde 1990.

Peritos na vida animal pretendem começar por perceber se as tartarugas - que têm uma dieta à base de peixes, moluscos e crustáceos - terão morrido por ter comido, por exemplo, algas nocivas, ou mordido anzóis ou terem sufocado quando ficaram presas nas redes.

Para já, não se sabe sequer se as centenas de tartarugas foram apanhadas nas redes enquanto estavam vivas ou se já estavam mortas quando se emaranharam.

O problema torna-se tanto maior, segundo os peritos, porque as tartarugas fêmeas depositam seus ovos nas praias de vários estados mexicanos entre maio e setembro - caso das costas de Oaxaca e Chiapas - e são consideradas uma espécie em alto risco de extinção.