O cientista cujo trabalho inspirou o filme “Jurassic Park” encontrou os mais antigos exemplos conhecidos de uma família de plantas. As espécies estavam fossilizadas em âmbar há pelo menos 15 milhões de anos.

Os dois exemplos de Strychnos electri – como é chamada agora a espécie - enquadram-se na família dos astéridas, que inclui mais de 80 mil plantas, muitas delas utilizadas para consumo humano, como as que dão origem às batatas ou aos grãos de café.

O nome “Strychnos” vem de “estricnina”, já que pertence a um grupo de plantas conhecidas por produzir estricnina toxina mortal, um ingrediente utilizado na composição de veneno de rato.

Mas a espécie, hoje extinta, não é apenas o exemplo mais antigo de uma astérida, mas também uma nova espécie, nunca estudada pela ciência.

George Poinar, um entomologista de renome, tornou-se conhecido pelo seu trabalho ao extrair o ADN de insetos pré-históricos trancados no âmbar. O estudo inspirou o filme “Jurassic Park”, que pegou na ideia, ao extrair o ADN dos dinossauros aos poucos, clonando-os.

Depois de alguns anos a estudar os insetos, Poinar começou recentemente a investigar aquelas plantas, a partir dos dois exemplos fossilizados, em conjunto com a cientista Lena Struwe.

Uma das coisas que atraíram a atenção dos cientistas é que essas flores estavam surpreendentemente intactas, ao contrário do que acontece com a maioria dos fósseis em âmbar de plantas.

A descoberta, publicada na revista “Nature Plants”, é considerada crucial para o estudo desta família de plantas, de que os cientistas conheciam muito pouco até então.