A sonda Opportunity, que se encontra a funcionar em Marte, já fez a maratona, que é como quem diz, já fez mais de 40 quilómetros em terreno extraterrestre. O recorde foi batido agora e, por isso, serve de pretexto para o NXT o guiar numa verdadeira viagem pela história da exploração do Planeta Vermelho. 

É provável que não tenha noção de quantas máquinas humanas estão neste momento às nossas ordens em Marte. São pelo menos 13 as sondas terrestres presentes no planeta. Seis falharam completamente e duas estão a funcionar neste momento: a Opportunity e a Curiosity.


Já aterrámos em Marte um bom punhado de vezes e tentámos mais umas quantas.

A nossa história no Planeta Vermelho começa com os soviéticos e as sondas Marte 2, 3 e 4. A mais bem sucedida foi a 2, em 1971, que conseguiu aterrar, mas que parou de transmitir 20 segundos depois. 

Mas o primeiro sucesso foi mesmo dos Estados Unidos, com as Viking, em 1976. A Viking 1 manteve-se em contato durante mais de 2 mil e 200 dias marcianos, que duram um pouco mais que os dias da Terra. Já a Viking 2 durou metade disso, mas são dela as primeiras fotografias em solo marciano.

Depois das Viking, foi preciso esperar mais de 20 anos para podermos voltar a olhar para Marte. A Pathfinder e o seu rover Sojourner trouxeram uma enorme novidade: o facto de haver um rover, uma sonda com rodinhas, que permitiu andar na superfície marciana e ir mais longe que o sítio onde tinha aterrado. Durante 83 dias marcianos andou cerca de 100 metros.

Entretanto, os ingleses enviaram a Beagle 2, mas esta ficou pelo caminho. O mesmo aconteceu com outras duas tentativas dos Estados Unidos, o Climate Orbiter e a Polar Lander and Deep Space.

Emm 2004 os norte-americanos voltaram a marcar pontos com outro rover. O Spirit manteve contacto durante mais 6 anos do que estava previsto, mesmo depois de ter ficado atolado na areia. No total, cumpriu um passeio de quase 8 quilómetros.

Seguiu-se então outro rover, a Opportunity, que opera desde Março de 2004, há 11 anos, e que bateu agora o recorde que já referimos:  já percorreu mais de 40 quilómetros em terreno extraterrestre.

Depois da Opportunity, os Estados Unidos enviaram a Phoenix. Uma sonda estática, que pousou naquilo a que os cientistas gostam de chamar informalmente Green Valleyo (Vale Verde) e lá esteve a funcionar durante 155 dias marcianos.

Por fim, a Curiosity aterrou em 2012 e é um rover mas também todo um laboratório completo, a recolher amostras e a enviar análises para casa desde há três anos. É graças a ela que sabemos, por exemplo, que Marte não é um planeta morto, que já houve água, e que é muito provável que ela ainda lá exista. Esta sonda já percorreu nove quilómetros.

A seguir, para os próximos anos, europeus, chineses, canadianos, e, claro, os Estados Unidos, têm missões planeadas.