O secretário de Estado da Modernização Administrativa, Cardoso da Costa, anunciou esta quinta-feira o lançamento, em breve, do «mapa do cidadão», uma aplicação para tablet e telemóvel de localização dos serviços públicos.

«Um projeto a lançar em breve tem a ver com a proximidade física dos cidadãos em relação aos serviços públicos, chamado mapa do cidadão, que será uma aplicação para os telemóveis inteligentes, tablets e computadores, que permite saber onde estão os serviços públicos do país, de forma simples e direta», anunciou.

Cardoso da Costa falava na assinatura de protocolos com os onze municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) para a abertura de «espaços do cidadão», onde é feito o atendimento assistido de serviços públicos digitais.

«Temos de massificar a utilização da administração pública digital, mas temos de o fazer de uma forma inteligente. Estamos a fazê-lo em vários projetos e um deles é a simplificação e transformação para melhor dos portais públicos».

O secretário de Estado realçou, contudo, que os «espaços do cidadão» são «uma peça nuclear» nessa estratégia de massificação, «porque o país não é só aquele que sabe utilizar a internet» e tem uma facilidade na utilização de novas tecnologias.

«Este modelo é, em primeiro lugar, uma enorme tentativa de inclusão: levar os benefícios da digitalização dos serviços públicos a toda a população, através do atendimento digital assistido, o que combina um serviço que está no computador com um atendimento humano e presencial, que faz a diferença na relação dos cidadãos com a administração», justificou.

O presidente da CIRA, Ribau Esteves, enalteceu o facto de cada «espaço do cidadão» ter uma componente comum, mas também atender às especificidades de cada município.

Uma das peças destes protocolos é completamente diferente nos onze municípios. «Os protocolos têm assim, na sua versão final, o encontro de posições, entre a posição inicial de quem propôs e a posição principal de quem é o gestor de primeira linha dessa proximidade com o cidadão», disse.

Pelos protocolos hoje assinados, para concretizar os espaços do cidadão caberá à administração central facultar às autarquias o hardware e software, a criação da imagem e a formação, enquanto os municípios vão afetar recursos humanos, instalações, energia e comunicações.