Um jogo para smathphones e tablets, chamado "Sea Hero Quest", poderá ajudar ao diagnóstico da doença de Alzheimer e fornecer pistas importantes para os cientistas que investigam esta doença.

Criado por Michael Hornberger, um investigador desta doença na Universidade de East Anglia, Reino Unido, este jogo leva o utilizador a navegar num barco através de labirintos e em busca de pontos de referência.

Cada dois minutos de jogo geram dados que os cientistas demorariam seis horas a recolher em laboratório.

Até agora, segundo o Washington Post, a aplicação já foi descarregada mais de 150 mil vezes. Assim, se cada utilizador jogar pelo menos dois minutos, os cientistas poderão ter acesso a um conjunto de dados equivalente a 70 anos de pesquisa em laboratório.

Quando as pessoas desenvolvem a doença de Alzheimer, perdem a capacidade de fazer escolhas e a consciência espacial. E ao jogarem "Sea Hero Quest" têm de tomar uma série de decisões que poderão dar pistas aos investigadores desta área.

O mesmo jogo também poderá ajudar a identificar a doença antes dos primeiros sintomas aparecerem. 

 

 

 

Hugo Spiers, neurocientista da University College de Londres, que ajudou a desenvolver a aplicação explica que o Alzheimer é detetado tarde demais e é dificil retardar o processo.

Atualmente, não temos ferramentas como esta. Precisamos de formas de diagnosticar a demência numa fase inicial, para a monitorizar, ver se está a piorar, ver se os medicamentos estão a trazer melhorias", afirmou Spiers ao Washington Post.

Nas redes sociais, o jogo gerou a hashtag "#gameforgood", que incentiva os utilizadores a descarregarem a aplicação, jogarem durante dois minutos e depois fazerem um screenshot do jogo.

Esta é a primeira vez que a tecnologia móvel permite a recolha em larga escala de dados necessários para perceber como se pode prever uma doença, cuja cura ainda não é conhecida. 

A aplicação pode ser descarregada na Apple Store ou no Google Play e está disponível para o sistema iOS e Android.