O "astrónomo" amador que localizou um satélite perdido há 13 anos admitiu, em entrevista à BBC, que a descoberta foi um “golpe de sorte”. A partir da sua casa, no Canadá, Scott Tilley, 47 anos, encontrou o IMAGE quando procurava o ZUMA, um satélite espião norte-americano, que, segundo o Pentágono, nunca chegou a entrar em órbita e acabou por desaparecer.

A história não convenceu Tilley, que se dedicou a encontrar o ZUMA. E foi durante essa busca que se deparou o IMAGE, o satélite que a NASA lançou em 2000 com o objetivo de analisar o impacto dos ventos solares na atmosfera terrestre. O seu paradeiro era desconhecido desde 2005 e a agência espacial norte-americana deu por concluídas as buscas dois anos depois.

Uma descoberta confirmada, no passado dia 30 de janeiro, pela própria NASA.

De acordo com informação da BBC, os cientistas do Centro Espacial Goddard da Nasa, em Maryland, Estados Unidos da América, afirmaram que o satélite ainda funciona, apesar de ser necessário algum tempo para analisá-lo e adaptá-lo aos sistemas mais modernos.

Há muito que Scott Tilley dedica parte do seu tempo à observação do espaço. Por menos de quatro mil euros, que serviram para comprar telescópios, computadores e rádios, este amador tenta encontrar "satélites espiões".

Nenhum país tem o direito de enviar coisas para o espaço sem informar as pessoas do que são e do que estão a fazer. O espaço é como um parque nacional, pertence a todos. E eu tento garantir que o que está lá em cima não vai causar danos a ninguém”, disse à BBC.

Encontrar o ZUMA continua a ser um objetivo e quem sabe outros satélites perdidos pela NASA.

Para mim, a maior satisfação é saber que estou a contribuir para algo importante.”