A sonda iniciou a sua missão há 20 anos, mas "este é o momento em que haverá mais ação", garantiu Mark McCaughrean, assessor científico da Agência Espacial Europeia (ESA). O cometa vai estar a 185 milhões de quilómetros do sol e o material recolhido pode ajudar a desvendar algumas pistas sobre a formação do sistema solar e a emergência de vida na Terra, encapsuladas sob a sua superfície gélida.

Como os restantes corpos celestes deste género, Tchouri é constituído por um núcleo de gelo, materiais orgânicos e pedras, estando cercado de poeira e gás. Ao aproximar-se do sol, as camadas de gelo interiores vão transformar-se em vapor, provocando tempestades de gás e poeira e projetando partículas. Ao passar por esta transformação, as matérias podem ser recolhidas e captadas pela sonda.

"Este é realmente o Santo Graal para ver o interior do cometa. Queremos olhar para o material mais puro que poderá ser expelido”, disse o cientista, afirmando que esta é “a maior oportunidade para recolher material a fim de analisar, quando se procura espécies raras de moléculas”.

Os cientistas vão poder comparar também fotos, tiradas por Rosetta, do antes e do depois da aproximação e analisar algumas amostras dos gases, para obter mais informação sobre o núcleo e o ciclo do cometa, podendo armazenar mais conhecimento sobre estes corpos celestes.