De acordo com uma reportagem do BBC Trending, nas legendas das imagens, os jogadores inventam nomes e histórias para as crianças, convidando outras pessoas para serem "mãe" ou "pai" adotivos.

 

Dana Pecina-Phillips descobriu dezenas de fotos do filho numa conta de Instagram onde a pessoa, aparentemente uma mulher, fazia essa "adoção virtual".

 

"Postei fotos do meu filho no Instagram e percebi que alguém havia colocado like em centenas de fotos dele. Achei estranho. Eu entrei no perfil dela e imediatamente vi que tinha fotos do meu filho. O meu coração parou", disse.

"Conforme ia clicando nas fotos e lendo as legendas, percebi que o que eles estavam fazendo era 'role playing' com meu filho. Entrei em pânico. Comentei dizendo que as fotos eram do meu filho e que era para ela as tirar da conta. Ela apagou os comentários e continuou a postar ainda mais fotografias dele."

A BBC contactou alguns desses jogadores e alguns aceitaram falar, sob anonimato, através do Instagram. "A maioria das pessoas pega as fotos de outras contas do Instagram. Nós podemos usá-las porque não tem marca d'água nas fotos", disse um dos jogadores contactados.

 

"Não é errado. Se a conta é pública, as fotos também são", afirmou outro.

O Instagram garante que esta atuação viola os termos de utilização da rede social e garante que, quando contactada por um pai a reportar o uso indevido de fotos, “age rapidamente para remover a foto".

 

A maioria dos jogadores de RPG no Instagram serão adolescentes, que fingem ser pais e mães de alguém. Mas há também versões sexualizadas da hashtag.