Está provado. Não vale a pena criar uma identidade falsa no Tinder, Twitter, Facebook ou Instagram. A conclusão é de um relatório da Universidade da Colombia e do Google, que explica que a geolocalização das apps em duas daquelas redes sociais é suficiente para relacionar as contas como pertencentes à mesma pessoa.

Criar identidades diferentes online pode ser uma ilusão”, afirmou Augustin Chaintreau, um dos responsáveis pelo relatório ao site BuzzFeed, explicando que os dados de localização são suficientes para reconhecer o utilizador através das várias contas.

A localização que os utilizadores colocam em fotos de Instagram ou em tweets é apenas um exemplo.

Talvez seja melhor lembrar-se disso se gerir uma conta de Twitter para fãs de Justin Bieber e uma conta profissional de LinkedIn.

Por exemplo, no LinkedIn geralmente usamos o nosso nome real… mas talvez também use o Tinder ou alguma outra aplicação que não queira ver associada à sua verdadeira identidade”, explicou Augustin Chaintreau.

Os perigos da geolocalização já não são novidade. Em 2014, um outro estudo provou que, mesmo com essa opção desativada, o algoritmo do Twitter consegue prever a localização do utilizador com 58% de certeza.