A rede social Instagram lançou, esta terça-feira, a maior atualização de sempre. A partir de agora, a funcionalidade “história” permite publicar fotografias e vídeos com permanência limitada: os seguidores só poderão ver essas publicações durante 24 horas. Esta nova proposta poderá reduzir o número de publicações fixas, mas representa uma concorrência direta às funcionalidades da aplicação Snapchat.

Assim sendo, os utilizadores poderão seguir determinada pessoa não só a partir da página principal, mas também através da “história”. A ferramenta vai permitir ainda que se personalizem as imagens com texto e desenhos, à semelhança do que também já acontece no Snapchat.

A nova versão da aplicação apresentará, no topo do feed, pequenas fotografias de perfil das pessoas que mais acompanha na rede social. Se pressionar essas imagens, poderá ver a “história” dessa pessoa e enviar uma mensagem direta e privada sobre qualquer assunto.

Segundo os responsáveis pelo Instagram, uma das redes sociais com mais utilizadores, esta atualização tem como principal objetivo reduzir o receio das pessoas em publicar ou partilhar momentos que não desejam mostrar a todos os seguidores, mas sim a um grupo restrito ou só a uma pessoa.

Com as histórias do Instagram, não tem de se preocupar com o excesso de publicações”, disse a empresa num anúncio publicado num blog.

Agora, pode partilhar o que quiser durante o dia – com a criatividade que arranjar. Pode editar a sua história com novas ferramentas de texto e desenho. As fotografias e vídeos irão desaparecer em 24 horas e não aparecerão no seu perfil principal”.

Uma das limitações desta nova funcionalidade é a ausência do botão "gosto" e da caixa de comentários. Em vez disso, os utilizadores podem enviar mensagens diretas ao autor da publicação.

Com esta nova proposta, o Facebook, detentor do Instagram, apresenta uma forma de concorrência direta à rede social Snapchat. Há uns anos, a administração da maior rede social do mundo apresentou uma proposta de compra aos criadores do Snapchat, que recusaram negociar por considerarem que o lucro futuro seria superior à quantia oferecida: quase 3.000 milhões de euros.