Portugal destaca-se nas áreas de Ciência Espacial, Física, Imunologia, Neurociências e Engenharia, apesar do impacto da produção científica ser inferior à média europeia, revela esta segunda-feira um relatório com dados de 2008 a 2012.



O relatório «Produção Científica de Portugal - Impacto - 2014» foi publicado no portal da Direção-geral de Estatísticas da Educação e Ciência.



O documento avalia, pelo número de citações em artigos ou publicações internacionais da especialidade, o impacto da produção de artigos científicos em Portugal, comparando-o com outros países europeus. Foram tidas em conta 22 áreas de conhecimento.



De acordo com o relatório, Portugal evidencia-se, entre 2008 e 2012, nas áreas de Ciência Espacial, Física, Imunologia, Neurociências e comportamento, Engenharia e Ciências Agrícolas, superando a média europeia, tanto a 15 como a 27 Estados-membros.



Os 15 Estados-membros considerados são a Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Portugal, Reino Unido e Suécia.



Os 27 dizem respeito a todos os Estados-membros da União Europeia, no período em causa (2008-2012), uma vez que a adesão da Croácia se concretizou em 2013.



Em termos do impacto global dos artigos científicos nas publicações internacionais, o país está abaixo dos indicadores médios da União Europeia (a 15 Estados-membros), atrás do Luxemburgo. Nas posições de liderança estão a Dinamarca, a Holanda e a Suécia.