Metade das imagens publicadas em sites de pedofilia são roubadas de redes sociais. Um investigador do governo australiano referenciou num site de pedofilia milhares de imagens de meninos e meninas retiradas do Facebook e do Instagram. Nesse site, cujo nome não foi revelado, foram encontradas repartições de fotografias que remetiam para as redes. "Amigas da minha filha no Instagram", "Crianças na praia" e "Ginástica" foram alguns dos exemplos dados por Toby Dagg, investigador da  eSafety.
 

"Muitos utilizadores referem, de forma clara, que obtiveram o conteúdo através das contas nas redes sociais. As imagens são quase sempre acompanhadas por comentários altamente específicos e perturbadores", refere.


O investigador, citado pelo jornal britânico “Independent”, alerta que as "famílias, de forma muito inocente", publicam fotos dos filhos sem usar as regras básicas de segurança.

Já Susan McLean, especialista em cibersegurança, diz mesmo que as crianças protegem as contas nas redes sociais melhor do que os próprios pais. McLean dá como exemplo, as regras de privacidade do Facebook que são mais usadas pelos jovens de que pelos adultos.

Susam McLean também avisa para o facto dos predadores procurarem todo o tipo de fotografias.

"Não interessa se a foto é inocente. Se a criança tem aquilo que o predador procura, ele vai usar a foto.”