Agora já pode mergulhar a mais de 300 metros durante horas a fio e explorar o fundo do mar de uma forma que até aqui nunca foi possível. Tudo graças ao Exosuit, um fato desenhado para a exploração submarina a enormes profundidades, que foi apresentado no Museu de História Natural, em Nova Iorque.
 
O fato promete aumentar o que sabemos sobre novas espécies e poderá trazer avanços no campo da biomedicina. Sabe-se que muitas criaturas que habitam as águas mais profundas emitem bioluminescência, graças a proteínas que podem ser adaptadas de forma a seguir doenças como o cancro ou para individualizar e identificar células específicas dentro do cérebro humano.

«Basicamente, imagine-se a vestir uma armadura. Há algumas limitações à nossa movimentação dentro do fato. Vai demorar algum tempo a encontrar uma posição confortável, mas não é claustrofóbico. Perguntam-me isso imensas vezes, por parecer tão apertado, mas o mergulhador não está preso e consegue mover os braços e as pernas. É uma experiência verdadeiramente única», afirmou Michael Lombardi, do Museu de História Natural.

O Exosuit resiste à compressão e pode ser conduzido pelo próprio mergulhador. Foi submetido ao seu primeiro teste real em águas salgadas em outubro, numa missão arqueológica ao largo da ilha grega de Antikythera e os resultados foram um sucesso.