Nas imagens, a Lua cruza a Terra sobre o Oceano Pacífico, perto da América do Norte. O lado oculto, aquele que nunca se vê a partir da Terra, surge nestas imagens iluminado pelo sol. Ao fundo, o brilho da Terra destaca-se muito da tonalidade da superfície lunar. Algo que está a surpreender os cientistas, como explicou Adam Szabo, do projeto DSCOVR, esta quarta-feira.

"É surpreendente o quanto a Terra é mais brilhante do que a Lua. O nosso planeta é um objeto verdadeiramente brilhante no espaço escuro em comparação com a superfície lunar."

As imagens foram captadas a 16 de julho através da Câmara de Imagem Policromática da Terra (EPIC, na sigla em inglês). Esta câmara permite a obtenção de imagens com diferente filtros com o objetivo de recolher várias informações cientificas. Neste caso, a coloração natural é o resultado da combinação de três diferentes.

O DSCOVR foi lançado em fevereiro e está a 1.609.344 quilómetros da Terra. A sua missão é monitorizar em tempo real o vento solar para a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês.)

O satélite está sempre a observar o lado iluminado da Terra, fornecendo observações científicas da camada de ozono, da vegetação, da altura das nuvens e dos aerossóis na atmosfera.

O lado oculto da Lua foi observado pela primeira vez em 1959, através de imagens captadas pela nave soviética Luna 3.