A lua está a encolher e culpa é da Terra. Em 2010, os cientistas revelaram que certas fissuras e sulcos, visíveis na superfície lunar, eram consequência da força gravitacional que puxa o astro para o nosso planeta.

Imagens recentes do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), uma pequena nave espacial robótica lançada pela NASA, revelam com alta definição o fenómeno. As fotografias fazem parte de um estudo recente divulgado na revista Geology.

Graças ao LRO, três quartos da superfície da Lua já foram fotografados e os investigadores já contabilizaram cerca de 3200 escarpas. A maioria tem menos de nove quilómetros de cumprimento e dezenas de metros de altura.



A lua vive um processo de arrefecimento, com uma duração de mil milhões de anos, e conforme o núcleo vai ficando mais frio, algumas áreas que estavam fundidas, solidificam e fraturam. À medida que isso acontece a sua área total vai encolhendo.



Nesta segunda imagem, da NASA, os tons avermelhados representam altitudes mais elevadas. O azul e o verde, a superfície mais baixa.

Na verdade, se não fosse a Terra, as escarpas e sulcos formar-se-iam de forma uniforme. Por causa da atração gravitacional da nossa órbita, em torno da região equatorial da Lua, os cumes criam-se de norte para sul e, perto dos polos, formam-se de leste para oeste.