De acordo com Roger Buick, professor de Ciências da Terra e do Espaço na Universidade de Washington, nos EUA, o estudo agora realizado mostra que «não houve uma crise de nitrogénio nos primórdios da Terra, por isso o planeta pode ter sustentado uma biosfera alargada e diversa». Os investigadores efetuaram análises em formações rochosas na África do Sul e na parte ocidental da Austrália, que são das mais antigas e bem preservadas existentes no planeta.

 

As rochas estudadas não apresentam irregularidades químicas e formaram-se antes de surgir oxigénio na atmosfera, pelo que ainda preservam determinados registos químicos. Estes registos indicam agora que a vida terá começado a retirar nitrogénio do ar há bem mais de dois mil milhões de anos.

 

Em declarações ao «UW Today», a autora principal do estudo, Eva Stüeken, afirma: «É fascinante imaginar que este processo muito complicado é tão antigo e que tem funcionado da mesma forma há 3,2 mil milhões de anos. Sugere que enzimas muito complexas ter-se-ão formado muito cedo, e que talvez não seja tão difícil elas evoluírem».