Memoto é uma máquina fotográfica diferente, tão diferente que há quem levante questões de privacidade.

Concebida por uma empresa sueca com o mesmo nome, depois de um dos seus fundadores se aperceber que tinha poucas recordações dos pais que morreram quando era muito novo, este pequeno aparelho, que se coloca num fio ao pescoço ou se prende a uma camisola (como acontecia com um iPod mini), tira uma fotografia a cada 30 segundos, não sendo preciso pressionar qualquer botão.

Outras funcionalidades desta câmara passam pela organização dos ficheiros por data e localização (tem um sistema GPS integrado), e que podem ser partilhados nas redes sociais, facilitando a vida dos que gostam de registar todos os momentos do dia sem perder tempo com a catalogação.

Mas enquanto os criadores da Memoto elogiam esta facilidade em colecionar memórias, outros erguem questões relativas à privacidade e segurança.

Isto porque haverá certamente quem não queira ser apanhado num desses momentos de desfrute do «fotógrafo», num qualquer acaso como uma corrida no parque ou um passeio pela cidade.

E levando a questão da privacidade mais longe, há quem receie mesmo pela segurança de pessoas inseridas num programa de proteção a testemunhas.