Uma missão a Marte agendada para 2025 vai decorrer sob a forma de reality show. Chama-se «Mars One» e teve cerca de 200 mil candidatos de todo o mundo dispostos a entrar na aventura que consiste em colonizar o planeta e a não voltar.
 
O projeto está pensado para daqui a 10 anos. Serão 24 pessoas a ocuparem o Planeta Vermelho e a ideia é que viagem quatro de cada vez. Assim, são seis naves ao todo, lançadas a cada dois anos.
 
A televisão vai gravar os treinos destes «astronautas», pessoas comuns que querem ser pessoas extraordinárias. Depois, o objetivo é criar a primeira colónia humana em Marte. O bilhete é só de ida, porque há como mandar estes candidatos para lá, mas não há como os trazer de volta. No fundo, trata-se de um «Big Brother» onde o mote é viver, trabalhar e morrer em Marte.
 
Há quem garanta que mesmo que consiga aterrar em segurança, a primeira pessoa vai morrer dois meses depois, na melhor das hipóteses. Mas a «Mars One» contesta esta teoria e assegura que tem, ou vai ter, a tecnologia necessária para que isso não aconteça.
 
A verdade é que houve 200 mil candidatos, de todo o mundo, e  os primeiros 100 finalistas já foram escolhidos.
 
Destes 100 finalistas apenas 24 terão o tão desejado bilhete de ida. Tal como nos outros reality shows, aqui também temos um pouco de tudo: homens e mulheres, gente com 20 anos, o mais velho tem 60, médicos, professores, programadores.
 
Mas que gente é esta disposta a morrer longe das suas famílias, da sua terra e da sua Terra?
 
O jornal britânico «The Guardian» fez um pequeno documentário com algumas destas pessoas. O vídeo mostra que há até candidatos que falam português, como é o caso de um jovem moçambicano.