O Ministério da Educação e Ciência (MEC) felicitou esta sexta-feira a jovem investigadora Maria Mota pela atribuição do Prémio Pessoa, sublinhando o facto de o «prestigiado galardão nacional» voltar a reconhecer a ciência portuguesa.

«A investigadora Maria Mota, que fez inicialmente um percurso internacional antes de ter regressado a Portugal, viu o seu trabalho várias vezes reconhecido por prémios científicos internacionais e é membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, órgão consultivo do primeiro-ministro», refere o MEC, em comunicado enviado para a agência Lusa.

O MEC felicita a jovem investigadora da área da imunologia e «regozija-se pelo facto de este prestigiado galardão nacional ter reconhecido mais uma vez a ciência portuguesa».

A investigadora do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, especialista no estudo da malária, vai receber um prémio no valor de 60 mil euros.

Maria Mota nasceu no Porto, em abril de 1971, licenciou-se em biologia pela Universidade do Porto, fez o mestrado em imunologia na mesma universidade e doutorou-se em parasitologia molecular no University College de Londres, lê-se na ata da reunião do júri.

Depois de um pós-doutoramento na Universidade de Nova Iorque, foi investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras. E, desde 2005, lidera um grupo no Instituto de Medicina Molecular de Lisboa.

O Prémio Pessoa é atribuído anualmente a uma personalidade que tenha sido «protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país», como recorda a Lusa.

Os neurocientistas António e Hanna Damásio foram outros dos investigadores galardoados com este prémio que já foi atribuído a personalidades como o historiador José Mattoso, os poetas António Ramos Rosa e Herberto Helder (que não aceitou o galardão), o escritor Vasco Graça Moura, a pianista Maria João Pires, o arquiteto Eduardo Souto de Moura ou o ator Luís Miguel Cintra.