A modelo e apresentadora brasileira Luize Altenhofen retirou esta sexta-feira o perfil do Facebook, um dia depois de a rede social ter cumprido uma ordem judicial para que fossem apagados 22 posts da modelo considerados agressivos. A ordem judicial para que mensagens da modelo fossem retiradas da rede social ameaçava interditar o Facebook no Brasil, caso a empresa não cumprisse a ordem do tribunal. A própria Luize optou por fechar a conta na rede social depois da dimensão do pedido da Justiça de São Paulo, informaram representantes da modelo.

De acordo com o portal de notícias da Globo, o caso está relacionado com o pitbull da apresentadora, Ring, e um vizinho, o dentista Eudes Gondin Júnior. Júnior acusou o cão de Luize Altenhofen de ter atacado o filho de três anos. A apresentadora, revoltada, desabafou no Facebook, para dizer que o dentista é que atacou o cão por causa de um xixi na calçada.

O desabafo na Internet desencadeou uma ação judicial por danos morais e materiais movida por Eudes Gondin Júnior. Gondim Jr. pediu para que o Facebook removesse os posts da apresentadora. Em junho de 2013, a Justiça brasileira aceitou, mas um mês depois o Facebook avisou que não cumpriria a ordem judicial porque a gestão do site é feita nos EUA e na Irlanda.

A resposta do Facebook não agradou ao juiz da 1ª Vara Cível de São Paulo, Régis Rodrigues Bonvicino. «A afirmação (...) é uma desconsideração afrontosa à soberania brasileira. É uma desconsideração afrontosa agravada pela notória espionagem estatal, oficial, do governo americano», afirmou.

Um despacho de quarta-feira, dia 2 de Outubro, da 1ª Vara Cível da Comarca de São Paulo, deu um prazo de 48 horas ao Facebook para remover as publicações de Luize Altenhofen. Caso isso não acontecesse, toda a rede social poderia ficar suspensa no país.

«Ao desobedecer a uma ordem judicial, [o Facebook] afronta o sistema legal de todo um país. O Facebook não é um país soberano superior ao Brasil», declarou o juiz. «Se o Facebook opera no Brasil, ele está sujeito às leis brasileiras», acrescentou.

Sobre a possibilidade de o Facebook sair do ar por causa dela, Luize Altenhofen disse que «não iria sentir-se bem, não iria gostar». «Não fui eu que pedi. Eu torço para que tudo se resolva e que o Facebook continue no ar». E completou: «Não quero esse poder que não é meu».

A rede social acatou o pedido da Justiça de São Paulo na noite de quinta-feira. Esta sexta-feira, Luize Altenhofen optou por algo mais radical e fechou a conta pessoal na rede social.