Estudos recentes de imagens em movimento podem muito bem ter finalmente conseguido explicar de onde vêm... as riscas das zebras. A acreditar nos cientistas ingleses, as riscas fazem parte do processo evolutivo, e são uma ilusão de ótica que serve para confundir os predadores e os insetos portadores de doenças.

Desde 1870 que se tenta explicar esta vicissitude evolutiva. Porque é que as zebras têm riscas? Agora, um cientista acredita ter encontrado a resposta. Um neurocientista computacional da Universidade de Royal Holloway diz que tem tudo a ver com o movimento.

«Basicamente, quando uma pessoa ou um animal olha para uma zebra, o cérebro cria ilusões de movimento muito peculiares. O padrão de riscas confunde a visão de potenciais predadores ou, vamos imaginar, dos insetos, que para além de serem um enorme incómodo podem também transmitir doenças», explica Johannes Zanker.

Esta ilusão de movimento também pode ser encontrada em reclames de barbeiros ou em rodas de carroça. A ilusão faz com que o movimento dos objetos pareça diferente daquilo que está verdadeiramente a acontecer. Zanker diz que as suas descobertas podem ter mais aplicações - e na segurança rodoviária em particular. Ele afirma que se as riscas das passadeiras fossem pintadas na horizontal, por exemplo, viradas para os carros e não para os peões, seria provável que os condutores dessem por elas mais cedo.

«Aumenta a sensação de velocidade. Se queremos fazê-los andar mais devagar, temos de as pintar assim», garante Johannes Zanker.

Ainda estão para se saber os caminhos que esta investigação pode tomar, mas Zanker garante que as riscas das zebras podem acabar por ser bem mais importantes do que tinha sido previsto pela Natureza.

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