Ainda não foi desta que a chuva do costume em Londres manchou a passadeira vermelha. Uma passadeira vermelha, sim, que agora é assim se apresenta um novo telemóvel. O LG Day foi uma festa imensa. Neste mundo global, pensado ao pormenor, quer-se gente de todas as línguas, cores e raças. Asiáticas, louras, morenas, «you name it». Eram tipo 600 convidados, vindos de toda a parte.

Só jornalistas eram quase 400. Muitos deles sem a carteira profissional propriamente dita. No escurinho do pavilhão brilham os ecrãs dos bloggers, a escrever em tempo real, a transmitir em direto. Ou apenas a tirar fotografias, para mais tarde recordar.

Porque estes eventos agora são assim, feitos memoráveis, espetáculos gigantescos, como uma gala de televisão - ou mais que isso, porque nunca nenhum programa de televisão em Portugal teve alguma vez um ecrã deste tamanho, por exemplo.

E a seguir há festa, o cocktail da praxe, os olhos... e a boca adoçados para testar enfim a máquina nova. Miúdos á solta num parque de diversões. Pela primeira vez nas mãos o brinquedo de aço escovado, à prova de dedadas.

Também podíamos ter pegado pelo áudio, capaz de filtrar automaticamente o ruído ambiente. Em plena discoteca conseguem gravar-se conversas, ao ar livre diz que se ouvem os passarinhos. Mas o enfoque deste LG G3 está todo na simplicidade. Está em pequenas coisas como o facto de não ter nenhum botão propriamente dito que se veja (há um, mas está escondido debaixo da lente). Ou na facilidade com que se tira uma selfie, por exemplo: abre-se e fecha-se a mão para disparar. 3, 2, 1, já está.

A LG diz que passou todo o último ano a ouvir os seus clientes, e o que eles achavam do G2 e dos telemóveis em geral. E as conclusões estão à vista no G3. Back to the basics.

«Não se trata apenas de ser mais, mais rápido, maior, melhor, mas de dar aos consumidores aquilo que, de acordo com as pesquisas, acreditamos ser aquilo que eles querem», explica Ken Kong, diretor de Comunicação Global da LG Electronics.

«O que esperamos de um telemóvel é que ele seja fácil de usar, é que ele seja rápido de usar. É essa a filosofia do nosso produto», acrescenta Won Kim, presidente da LG Mobile Europa.

Talvez valha a pena tentar perceber melhor o que a LG sabe sobre a maneira como usamos os nossos telemóveis. Por exemplo, o que mais fazemos com um smartphone? Não, não é telefonar. É mesmo escrever. Em média, teclamos qualquer coisa a cada cinco minutos. E é precisamente por isso que esta máquina tem um teclado adaptativo. Escreve-se com 75,3 por cento menos erros, garante a marca.Mas há mais, porque até o perfeito depende do sítio do Mundo onde estamos.

«Não sei por que razão se evoluiu nesse sentido, mas os telefones que vendemos no Japão têm de ser à prova de água. Em nenhum outro mercado isso é uma prioridade, a não ser no Japão», diz ainda Ken Hong.

Noutros países do Sudeste Asiático, quanto maiores foram os ecrãs, melhor.Noutros países, como por exemplo a América do Norte, têm de caber no bolso, têm de caber confortavelmente numas calças de ganga. Existem portanto diferenças, coisas que não são desejadas por uma «maioria» de consumidores.

Então e a Europa? Qual é o nosso perfil?

«Eu acho que de uma forma geral os Europeus são muito práticos. Eles querem boas funcionalidades, boas especificações, bom hardware, mas não querem gastar demais, não fazem questão de ter sempre um topo-de-gama. Acho que são consumidores muito mais esclarecidos. Talvez porque a maioria dos telefones na Europa se vendem desbloqueados, independentes dos operadores. Não gozam dos descontos dos norte-americanos. Nesta gama a LG já tinha o terceiro telemóvel mais vendido em Portugal. O G2 foi uma bela surpresa. Mas agora, com o G3, a marca quer consolidar o lugar no pódio», refere Ruy Conde, vice-presidente da LG Portugal.