O investigador da Universidade do Minho (UMinho) Rui Reis ganhou o Prémio Clemson para Contribuições para a Literatura Científica, o «Óscar» dos biomateriais, tornando-se o primeiro cientista distinguido com os dois maiores prémios atribuídos pela Sociedade Americana de Biomateriais.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a UMinho, onde Reis é vice-reitor para a investigação e diretor do Grupo 3B's, explica que a Sociedade Americana de Biomateriais é «a maior sociedade Mundial nesta importante área de investigação».

Segundo o texto, os Clemson Awards, criados em 1974, são os «mais prestigiados prémios mundiais na área dos Biomateriais» pelo que «são por vezes considerados os Óscares dos biomateriais».

Os Clemson Awards estão divididos em três categorias, «ciência básica, ciência aplicada e contribuições para a literatura científica», e foi nesta última que o investigador português foi distinguido, «a categoria mais prestigiada» das três.

«O prémio é atribuído a quem tiver realizado contribuições muito significativas e de excelência para a literatura científica no domínio da ciência e tecnologia de biomateriais», refere o comunicado.

A UMinho destaca que Rui Reis «é o primeiro cientista mundial a receber os dois maiores prémios da Sociedade Europeia de Biomateriais (Jean Leray e George Winter) e um Clemson Award da Sociedade Americana de Biomateriais».

Além disso, aponta, «pela primeira vez o prémio é atribuído a alguém que nunca foi nem sequer Professor Visitante na América do Norte, tendo construído toda a sua carreira em Portugal».

O galardão será entregue em abril, em Denver, EUA, no congresso anual da Sociedade Americana de Biomateriais, no qual Rui Reis apresentará uma palestra plenária.

Num outro comunicado, a Universidade do Minho anuncia que foi também premiada com a «Distinção de Mérito - Categoria Academia», numa gala evocativa dos 50 anos da Associação Nacional dos Óticos, no Casino Estoril.

«Quase dois terços dos otometristas formados em Portugal passaram pela Escola de Ciências da Universidade Minho, que é cada vez mais reconhecida na área e acaba de lançar o primeiro doutoramento em Otometria no país», salienta o texto.