As moscas criadas durante o voo de uma nave espacial norte-americana mostram deficiências em zonas do sistema imunitário semelhantes aos seres humanos e outros mamíferos, revela um estudo divulgado este sábado.

De acordo com o estudo publicado pelo Public Library of Science ONE, os cientistas já sabiam que os voos espaciais afetam as respostas imunitárias.

Durante uma missão de 12 dias da nave espacial Discovery, foram enviadas para o espaço ovos de moscas Drosophila, que partilham aspetos fundamentais do sistema imunitário de ratos e seres humanos.

Nesse período, tornaram-se adultas, e quando regressaram à Terra, depois de terem estado sujeitas a uma situação de falta de gravidade, foram submetidas a testes com bactérias. Os testes revelaram as fragilidades dos insetos criados no Espaço, em comparação com moscas que tinham crescido em Terra.

Os cientistas consideram que de futuro as naves espaciais devem ser desenhadas para incluir aparelhos centrífugos que os tripulantes possam usar para manter a massa óssea e muscular, e que protejam o sistema imunitário.