A NASA fez na terça-feira a primeira previsão do tempo para uma estrela vermelha anã. Os astrónomos preveem chuva de ferro derretido e areia quente, sem esquecer as trovoadas e a possibilidade mesmo de furacões.

Um fenómeno que se explica porque a chuva é quente de mais para se transformar em água, pelo que deve tratar-se de ferro fundido.

Ora, a previsão é baseada nas nuvens em redor das estrelas. E como é que se faz isso? Quando os astros giravam em redor do próprio eixo, os astrónomos observaram mudanças no brilho da superfície, ou seja, sinais da existência de nuvens.

«As tempestades em estrelas vermelhas são muito mais violentas e variáveis», acrescenta o astrónomo Aren Heinze, da Stony Brook University, de Nova Iorque.

A observação foi feita através do telescópio Spitzer, que analisou 44 estrelas anãs vermelhas diferentes no sistema de Luhman 16AB, o mais próximo da Terra com presença de estrelas anãs, que fica a 6,5 milhões de anos-luz do nosso sistema.

Os ventos detetados possuem velocidades de 160 a 640 quilómetros por hora. As temperaturas alcançam 1,2 mil graus e há nuvens cobrindo metade da superfície do planeta, segundo a BBC Brasil.

As estrelas anãs vermelhas são vistas uma espécie de versão «fracassada» de um astro normal, por não conseguirem adquirir massa suficiente para sustentar o contínuo processo de fusão de átomos, como explica o site brasileiro.