Os cidadãos dos EUA podem ter aderido em massa aos últimos dispositivos eletrónicos, mas continuam a obter a informação, ou pelo menos parte dela, da maneira habitual, revelou um inquérito hoje divulgado.

Na semana passada, os norte-americanos disseram que seguiram as notícias usando quatro diferentes instrumentos ou tecnologias, apurou o estudo.

«A maioria dos norte-americanos, das várias gerações, agora combina várias fontes e tecnologias para obter as suas notícias em cada semana», especificou o Media Insight Project, uma iniciativa do American Press Institute e da Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research.

A pesquisa também concluiu que, para muitos norte-americanos, os meios tradicionais continuam a ser mais credíveis do que as novidades representadas por blogues noticiosos e redes sociais.

Parte substancial dos inquiridos (88%) respondeu que prefere obter a sua informação diretamente de uma organização noticiosa, como um jornal, sítio na internet ou cadeia de redistribuição de notícias, do que através das redes sociais ou de agregadores [sítios que agregam notícias de várias fontes].

O estudo identificou também que os fatores de confiança continuam a ser importantes, com os norte-americanos a revelar uma grande confiança nas tradicionais organizações produtoras de notícias, uma vez que 43% confessam que confiam totalmente ou muito nestas fontes de informação e 44% indicam que têm uma confiança «moderada».

Pelo contrário, apenas 15% dos que obtêm as notícias pelas redes sociais dizem que têm uma elevada confiança nestas fontes e 27% dos que as recebem dos amigos, através da partilha eletrónica.

O relatório foi baseado num inquérito a 1.492 adultos dos EUA, realizado entre 09 de janeiro e 16 de fevereiro, com uma margem de erro de 3,6 pontos percentuais.

Por idade, o estudo apurou que 89% dos que estão no intervalo entre 40 e 59 anos e 95% dos que têm mais de 65 anos usaram a televisão para obter informação, o que compara com 76% dos que têm entre 18 e 29 anos.

A leitura de imprensa escrita foi maior entre os que têm mais de 60 anos (75%) do que os que situam entre os 18 e 29 anos (47%).