As autoridades chinesas puniram 197 pessoas por alegadamente divulgarem rumores na Internet sobre a volatilidade das bolsas do país asiático ou as explosões registadas a 12 de agosto num terminal de contentores do porto de Tianjin, perto de Pequim.

Os visados expressaram arrependimento pela sua conduta e por “terem criado pânico, confundido a população e provocado a instabilidade no mercado e na sociedade”, anunciou hoje o Ministério de Segurança Pública em comunicado.

As autoridades chinesas informaram que a campanha centrou-se sobre “rumores sediciosos”, citando dois exemplos: “um homem suicidou-se em Pequim pelos reveses na bolsa” ou “pelo menos 1.300 pessoas foram assassinadas nas explosões de Tianjin”.

Um jornalista financeiro " confessou ter causado o pânico e a desordem" nos mercados bolsistas chineses e "perdas enormes para o país", escreveu a Reuters no domingo, citando a imprensa chinesa. 
  
Wang Xiaolu, um jornalista da revista Caijing, foi detido na sequência da recente perturbação bolsista chinesa, por ter difundido notícias falsas sobre ações e mercados a prazo.