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Haiti: Facebook e Twitter servem de ligação ao mundo

Pessoas que procuram familiares e amigos, outros que querem mostrar solidariedade e haitianos que pede ajuda no Twitter e Facebook

13 de Janeiro de 2010 às 23:38 Redação / MM/SM
VÍDEO: Redes socias relatam sismo no Haiti
O caos gerado após o forte terremoto no Haiti transformou as redes sociais na internet em fontes de informação para acompanhar a evolução em primeira mão, assim como para fazer pedidos de ajuda e, sobretudo, para mostrar solidariedade.

Vários grupos foram criados, durante a madrugada desta quarta-feira, na rede de socialização Facebook para ajudar as vítimas do violento sismo que abalou o Haiti. O grupo «Haiti needs us. And we need Haiti», para apoio moral e partilha de informação, contava com mais de 1800 membros algumas horas após o tremor de terra de magnitude 7.0 na escala de Richter e cerca de 24 horas depois já ultrapassa os 13 mil membros.

«Quero partir para o Haiti, para ajudar, tornar-me voluntária», escreveu na página do grupo Maloone Lyn's, uma utilizadora do Facebook.

Também no Facebook, comunidade recentemente criada «Help Haiti Donate Now! Earthquake Disaster Relief» serviu de ligação para dirigir as doações dos cibernautas para organizações humanitárias do Haiti.

A estrela do hip-hop Wyclef Jean, um haitiano-americano, lançou um apelo a doações no Twitter.

Sede da ONU no Haiti destruída

Mas têm também sido as redes sociais o único meio de as pessoas que estão no Haiti contactarem com familiares e de quem está fora saber notícias do Haiti.

Há 20 horas que o utilizador @lietuva36 pede notícias no Twitter da tia que vive na Ruelle Biassou Delma 31, mas ainda não consegui saber nada.

O utilizador @damascus485 publicou mesmo uma foto de Jon, a pessoa que procura, e o número para que deve ligar.

Mas melhor sorte vão tendo outros utilizadores que vão sabendo notícias e mesmo conseguindo comunicar com familiares e amigos através do twitter e do Facebook.

Por parte dos haitianos, as redes sociais, que são uma das poucas ligações que ainda vão funcionando, servem com local de desabafo, de pedidos ajuda.

Contam agora que durante o dia as pessoas se foram mantendo relativamente tranquilas e ocupadas, mas que o anoitecer trouxe de novo o receio. «Ouvem-se de novo cânticos e rezas na rua», relatam.

A chuva, breve, que caiu trouxe ainda um novo receio. Há corpos e feridos ainda nas ruas e muitos edifícios destruídos. Muitos haitianos não têm sequer um tecto onde se abrigar da chuva.
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