Um grupo de investigadores de clima da Washington State University (WSU) está a utilizar resíduos de cevada das destilarias de vodka para desenvolver descongeladores, amigos do ambiente, para retirar a neve das estradas.
 
Todos os invernos, o governo dos EUA gasta mil e oitocentos milhões de euros (2,3 biliões de dólares) para remover a neve e o gelo das estradas, mas também outros quatro mil milhões de euros (5 biliões de dólares) para mitigar custos adicionais que o processo acarreta. A maioria das centenas de toneladas de sal que é aplicada nas estradas americanas não se degrada e causa os danos nos veículos e no ambiente.
 
«Em 2013, a [Agência de Proteção Ambiental] relataram níveis alarmantes de sódio e cloreto em águas subterrâneas ao longo da Costa Leste», disse Xianming Shi, professor associado de engenharia civil e ambiental, num comunicado de imprensa da WSU. Como uma nação «somos viciados em sal, tal como com o petróleo, porque tem sido barato e conveniente nos últimos 50 anos», acrescentou.
 
O trabalho de Shi faz parte de um Departamento de Transporte, fundado em colaboração entre a WSU, a Universidade de Alaska Fairbanks e a Universidade Estadual de Montana.
 
Além do desenvolvimento de descongeladoras, a equipa está a trabalhar na tecnologia de limpa-neves inteligentes, equipados com sensores que recolhem dados para ajudar os operadores a regular a quantidade de sal que aplicam. Os investigadores também estão a trabalhar em software e novos tipos de cimento.
 
«O nosso objetivo final é aplicar a melhor quantidade de sal, areia ou descongeladores no local certo, no momento certo», explicou Shi à revista Time.