A camada de ozono que protege a Terra está a começar a recuperar, asseguram os cientistas das Nações Unidas. A evolução, adianta a Associated Press, deve-se, em muito, à diminuição do consumo de produtos químicos usados em latas de aerossóis, desde a década de 1980, por exemplo.

Pela primeira vez, em 35 anos, os cientistas foram capazes de confirmar um aumento estatisticamente significativo e sustentado de ozono estratosférico. Esta camada é responsável pela proteção do planeta da radiação solar que provoca cancro de pele e danos nas culturas agrícolas.

Assim, um painel de cientistas da ONU concluiu que, entre 2000 e 2013, os níveis de ozono subiram quatro por cento. «É uma vitória para a diplomacia, para a ciência e para o facto de sermos capazes de trabalhar juntos», disse o cientista Mário Molina, que, em 1974, juntamente com F. Sherwood Rowland, escreveu um estudo que alertava para os problemas da camada de ozono. Por causa do estudo, acabaram por ser distinguidos com um Prémio Nobel.



O alerta dos cientistas despertou a comunidade internacional para o problema. Em 1987, foi assinado o Protocolo de Montreal, que ditou o fim gradual dos produtos químicos que destroem a camada de ozono. «O protocolo de Montreal já pode estar a prevenir cerca de 2 milhões de casos de cancro da pele, todos os anos e, até ao final do primeiro século, desde a criação do Protocolo de Montreal, podemos chegar aos 100 milhões de casos de cancro de pele evitados», explicou Achim Steiner, Diretor Executivo e de planeamento da UNEP, citado pela Euronews.