Portugal venceu esta segunda-feira a World Photographic Cup, ao apresentar a equipa de fotógrafos profissionais mais premiada entre as seleções dos 27 países em competição.

Em causa está um evento com um júri internacional de especialistas que seleciona os melhores profissionais nas seis modalidades a concurso, após o que a seleção com melhores resultado obtém a vitória.

A terceira edição da prova realizou-se este ano no centro de congressos Europarque, em Santa Maria da Feira, onde Portugal se sagrou vencedor graças aos pontos acumulados por sete fotógrafos finalistas, três dos quais medalhados: Diamantino Jesus, Jorge Bacelar e Hélder Couto.

Essa seleção de profissionais foi proposta a concurso pela Associação Portuguesa de Profissionais de Imagem, cujo presidente, Rui Teixeira, declarou na cerimónia que "isto é um sonho tornado realidade".

Portugal classificara-se em 3.º lugar em 2014, na estreia da competição, e no ano passado subira ao 2.º, pelo que esta tarde se cumpriu assim aquela que era a grande expectativa da organização portuguesa.

As categorias a concurso eram: Comercial, Ilustração e Arte Digital, Natureza, Retrato, Reportagem e Casamento.

Diamantino Jesus obteve as melhores classificações para a equipa, ao arrecadar uma medalha de ouro na modalidade Comercial e uma de prata na de Arte Digital.

Jorge Bacelar, por sua vez, foi distinguido com o bronze na categoria de Reportagem, o mesmo acontecendo com Hélder Couto, na de Casamento.

Para o italiano Giuseppe Scozzi, diretor-geral da World Photographic Cup, todos os finalistas são, contudo, vencedores. "Tal como numa seleção nacional para os Jogos Olímpicos, ter aqui uma ou mais imagens entre as finalistas é o pináculo de uma carreira".

Isso representa, portanto, "uma oportunidade para realçar o trabalho das associações profissionais existentes em cada um dos países participantes e potenciar também um maior respeito pelos fotógrafos".

Quanto ao processo de avaliação das imagens a concurso, o presidente do júri realçou que essas foram apreciadas numa "prova cega", sem que os jurados contactassem entre si.

Não quero falar de política, mas, se o espírito com que nos encontramos aqui se verificasse em tudo o que acontece nesta ‘aldeia' que é a Terra, então o mundo teria mais compreensão, discernimento, tolerância e respeito", defendeu o alemão Jörgen Brandt.