As 53 fotografias premiadas do World Press Photo 2014 podem ser vistas a partir de quarta-feira no Museu da Eletricidade, em Lisboa, sendo esta a segunda cidade a acolher a mostra, confirmou o diretor do museu.

Captadas por outros tantos fotógrafos de 25 nacionalidades, as imagens podem este ano, pela primeira vez, ser descarregadas da página da internet - https://www.worldpressphoto.org/awards/2014 -, permitindo ainda a quem o faça ouvir uma pequena explicação do autor sobre como e em que condições foi captada a imagem, explicou à imprensa Femke van der Valk, comissária da mostra, durante uma visita guiada à imprensa realizada hoje de manhã.

«Signal», uma foto captada a 26 de fevereiro pelo fotógrafo norte-americano John Stanmeyer para a National Geographic na costa do Djibouti com migrantes africanos a tentarem apanhar a rede de telemóvel da vizinha Somália foi a foto vencedora da edição deste ano do World Press Photo, a quem coube um prémio

O fotógrafo norte-americano captou uma imagem noturna que retrata migrantes africanos na costa de Djibouti a tentar apanhar a rede de telemóvel da vizinha Somália, onde as chamadas são mais baratas.

Além de ter sido a foto que recebeu o primeiro prémio ¿ no montante de 10.000 euros ¿ esta foto venceu igualmente o primeiro prémio na categoria de questões contemporâneas.

Entre as fotos patentes na mostra conta-se a vencedora do prémio de Notícias em geral, captada a 8 de novembro de 2013 por Chris McGrath quando o tufão Hayan devastou Vasaya, na região central de Filipinas, fazendo 6.200 mortos e provocando mais de 4.000 milhões de deslocados.

«Excecional», à semelhança das anteriores, foi como a comissária da mostra classificou a foto que arrecadou o primeiro prémio na categoria Natureza.

Da autoria de Steve Winter, trata-se de uma imagem com um puma a caminho de um trilho no Griffith Park de Los Angeles.

Estes felinos, que têm ressurgido em todo o Oeste dos Estados Unidos nos últimos 40 anos, e que são protegidos na Florida e na Califórnia, são caça muito apreciada em 13 outros estados.

Outra das fotografias destacada pela comissária da exposição foi a vencedora do primeiro prémio de Retratos observados, uma imagem em que uma mulher é afastada dececionada no fim do terceiro e último dia do velório do ex-Presidente da África do Sul Nelson Mandela, nos Union Buildings, em Pretória a 13 de dezembro de 2013.

Duas particularidades da mostra da World Press Photo 2014 ¿ patente até 24 de maio - reside no facto de ser paga ¿ as entradas custam dois euros ¿ e de a totalidade da verba apurada com os ingressos reverter para o projeto UMAD ¿ Unidades Móveis de Apoio ao Domicílio, da Fundação Gil.

O projeto UMAD data de 2006 e apoia crianças em situação de doença aguda ou prolongada que continuam hospitalizadas face ao perigo de, em casa, não lhes serem prestados os cuidados de saúde necessários.

Concorreram à edição deste ano do World Press Photo 5.754 fotógrafos de 132 nacionalidades.

O júri avaliou perto de cem mil fotografias e distinguiu o trabalho de 53 fotógrafos de 25 nacionalidades.

Viena e Poznan (Polónia) são cidades onde a mostra abre ao público também na quarta-feira, um dia antes da inauguração em Filadélfia.

A exposição irá percorrer 95 cidades de 54 países, disse a comissária.