Os primeiros bebés do mundo fecundados de forma artificial com recurso a vibrações musicais nasceram em Barcelona, na clínica Instituto Marquès.

Segundo informações do «20minutos», a técnica inovadora conseguiu aumentar a taxa de fecundação artificial em 5%, e «entregar» bebés a vários pais espanhóis e de outros 16 países, após anos de tentativas de fecundação in vitro.

A nova técnica pretende simular os movimentos naturais do útero para fazer o espermatozoide fecundar o óvulo através de vibrações provindas da música.

Aplicaram-se microvibrações musicais nas incubadoras de embriões onde os óvulos estão inseridos antes de serem fecundados, até ao dia em que são implantados na mulher.

O novo método substituiu as já utilizadas simulações mecânicas e revelou-se mais eficiente.

Segundo a chefe da investigação, Marisa López-Teijón, estas vibrações musicais «removem os meios de cultivo em que se encontra o óvulo, produzem uma repartição mais homogénea dos nutrientes que necessita e evita que se acumulem produtos tóxicos».

Marisa López-Teijón informou que o objetivo era reproduzir os movimentos peristálticos que se dão nas trompas e no útero através da música.

Ainda que a música se utilize unicamente como fonte geradora, durante a gestação o ouvido do feto começa a formar-se, e nas primeiras semanas, começa a ouvir sons do exterior, sendo capaz de identificar a voz da sua mãe e pode vir a reconhecer esses sons ao nascer.

Os pais de «Laura» e «Marta», duas bebés nascidas deste processo, confirmam esta capacidade, já que as duas recém-nascidas parecem reconhecer muito bem os sons musicais.

«Foi engraçado saber que a música favoreceu a fecundação, já observamos o muito gosto da Laura [pela música] desde que nasceu, assim como a Marta que deixa de brincar para escutar melhor uma canção que acompanha movendo os quadris», disseram os novos pais.