Um exoesqueleto que está a ser desenvolvido nos Estados Unidos traz novas esperanças aos paraplégicos. É uma espécie de armadura, como a do Robocop, que pode ajudar pessoas com lesões na espinal medula a voltar a andar.
 
Errol Samuels ficou paraplégico depois de ter caído de um telhado e de ter ficado com danos irreversíveis na coluna. Agora, dois anos após o acidente, já consegue caminhar pelo próprio pé graças a este exosqueleto robótico.
 
«Sinto me uma espécie de Robocop. Mas é sempre bom poder levantar-me e andar por aí», refere Samuels.
 
O exosqueleto chama-se «ReWalk» e foi moldado à medida do corpo de Samuels. O norte-americano consegue controlar os seus movimentos graças a um dispositivo, como um relógio, agarrado ao seu pulso, que está ligado ao computador que leva às costas.
 
Allan Kozlowski, especialista em reabilitação no Hospital do Monte Sinai, em Nova Iorque, acredita que num futuro próximo aparelhos como este vão dar uma nova esperança às vítimas de paralisia, com uma qualidade de vida substancialmente melhorada.
 
«À medida que a tecnologia evolui, antevejo que coisas como esta venham a substituir as cadeiras de rodas, ou que passem a fazer parte delas. O exosqueleto pode estar integrado na cadeira de rodas e quando quisermos levantamo-nos, largamos as rodas e lá vamos nó», explica Allan Kozlowski.

Samuels admite que inicialmente, adaptar-se ao aparelho não foi uma tarefa fácil e que, por isso, teve de treinar bastante. Já usou o «ReWalk» uma dúzia de vezes e a cada nova experiência explica que o processo torna-se um pouco mais fácil. Agora já consegue subir escadas e daqui a umas semanas espera conseguir andar sozinho.

Os médicos esperam que o aparelho seja aprovado em breve nos Estados Unidos para uso domiciliário, ajudando muitos a voltar a pôr-se de pé.