O número de pessoas que utilizou a Internet para aceder às redes sociais, em 2013, aumentou 13% face ao mesmo número verificado em 2011, em Portugal. Mais, a percentagem de utilizadores portugueses que participou em redes sociais no ano passado (70%) ficou bem acima da média europeia (57%). 

Os dados foram revelados pelo Instituto Nacional de Estatística e resultam do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias, realizado este ano.

Além das redes sociais, também os telefonemas e as chamadas de vídeo parecem agradar mais aos portugueses do que ao resto da Europa. A percentagem de utilizadores que utilizou a Internet para estas situações foi de 36%, enquanto que a média da União Europeia foi de 33%.

O estudo destaca ainda o crescimento do acesso em mobilidade entre os utilizadores da Internet. Mais de metade dos utilizadores (57%) já acede à Internet em equipamentos portáteis como o computador portátil, o smartphone ou o tablet e, aqui, o smartphone é o preferido, escolhido por 48% dos utilizadores.

O mesmo estudo conclui que a utilização da Internet aumentou 19% face a 2009. Em 2013, 65% dos portugueses entre os 16 e os 74 anos acediam à Internet, enquanto há cinco anos apenas 51% o faziam.

No entanto, e apesar da tendência de crescimento no acesso à Internet, a percentagem de famílias portuguesas com banda larga em casa, cerca de 62%, manteve-se distante da média europeia, situada nos 76%.

Segundo os dados apresentados, é na região de Lisboa que se verifica um maior acesso à Internet e à banda larga, com 73% e 72% dos agregados familiares a registarem respetivamente estas situações. Já o Alentejo surge, por oposição, como a região onde o acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação é menor.


Relativamente aos meios utilizados pelos agregados familiares para aceder à Internet a tendência volta-se novamente para crescimento no acesso em mobilidade.

O computador portátil surge no topo da lista, sendo utilizado por 88% das famílias com acesso à Internet e os equipamentos portáteis como os smartphones e os tablets apresentam-se em segundo lugar e já são mais utilizados do que o computador de secretária.